Fernanda Rabaglio

Área da Redação

 

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Morre-se pelo dinheiro! Mas na luta-se pela Liberdade!

Sentir o vento bater no rosto e permitir que ele bagunce seus cabelos, sair pedalando sem rumo certo, viajar sem data de regresso, sentar-se à sombra de uma árvore e esperar o dia passar: Liberdade! Como é bom tê-la?

Uma das piores perdas da vida é a perda da Liberdade! Sentir-se preso, amordaçado, aljemado, vigiado,... Chega a ser tão ou mais cruel do que a morte.

A humanidade clama pelo “elixir da longa vida” e pela felicidade eterna, sem se dar conta que sua necessidade é recuperar sua essência, seu livre arbítrio.

A raça humana evoluiu genética e psicologicamente. Hoje se encontra em um estado de desenvolvimento político sócio-econômico surpreendente, porém em meio a tanta gana pela sabedoria e crescimento, deixou-se perder o que realmente valia: a Liberdade individual.

Perdeu-se a opção de decidir pelo isolamento, não há mais lugar para “dias de mal-humor”, indivíduos anti-sociais ou com idéias extravagantes e que contradizem o “rótulo de correto”.

Talvez a vazio no peito, a ausência permanente que as pessoas sentem venha disso: da falta da sensação de liberdade, substituída pelas vidas medíocres e sem sabor, o chamado sobreviver, que martiriza, escraviza e traumatiza toda uma raça.

Ao mesmo tempo, é revoltante ver que, mesmo com essa corda na garganta, sentindo-se sufocado, espera-se a morte passivamente, comodamente. Não há a iniciativa de lutar, a ganância passou a ser sórdida, pois se tornou capitalista, abandonou o sentido humano.

Morre-se pelo dinheiro! Mas não luta-se pela liberdade!...

 


por: Fernanda Rabaglio
Data: 23/07/2006