
“A marca registrada da pós-modernidade é o pluralismo [...]”
Durante séculos, a humanidade buscou a solução suprema para os obstáculos. Via-se o mundo com raciocínio matemático, onde o resultado é uno, mas esta marca só foi abandonada a partir de 1950, na pós-modernidade.
A partir desde período, a locomotiva do desenvolvimento passa a andar com velocidade extremamente alta e com grande progressão. A sociedade, a economia e a moda assumem diferentes posturas desregradamente e para tanto, não era possível pensar e repensar para encontrar a melhor solução e instituí-la como única.
É na pós-modernidade que surge a pluralidade, a variedade de soluções para qualquer problemática, é chegada à época onde o conceito de Designer Exato cai e surge o Design Humano. E é simultâneo a está fase que os designers também começam a expandir seus pensamentos, seus leques de possibilidades, alternativas e, ao mesmo tempo, diminuem as distinções e barreiras entre suas ramificações e técnicas.
O Design passa por uma drástica revolução que resulta numa imensa evolução, tanto técnica quanto conceitual. Os profissionais passam a se especializar cada vez mais e a criar com mais liberdade e qualidade, o que faz ter a concorrência cada vez mais competitiva.
Surge a miscigenação de técnicas, perde-se o medo de arriscar, os layouts passam a ser cada vez mais ousados até o ápice das cores e formas, na fase que chamamos de psicodélica. Em 1970, no Brasil, o governo passa a apoiar o Design, como ferramenta estratégica para o crescimento industrial que se traduzia na substituição das importações. Mas ainda assim a demanda era pouca o que causou frustração a muitos profissionais. A exceção foi o setor moveleiro, que despontou na ousadia de criar produtos próprios com originalidade e abrindo campos de atuação.
Ao fim dos anos 70, entramos na “Década Perdida”! 1980... sendo o início de retração de investimentos e modestos índices de crescimento econômico, os poucos jobs ficaram centralizados no eixo RJ – SP – BH e concentrados no Design Gráfico. Diante do pouco a se produzir, a década foi marcada pelo inicio dos Encontros Nacionais de Design (Rio de janeiro em 79, Recife em 81, Bauru em 83 e Belo Horizonte em 85).
Mas tudo muda com o Plano REAL, em 1994, quando “Cai o muro de Berlin Brasileiro”! A economia é aberta e as empresas nacionais precisam correr atrás de infra-estrutura, marketing, design e publicidade para competir com as multinacionais melhor preparadas. As empresas percebem que está no design o diferencial necessário para o progresso, deliciam-se com o novo que já batia em suas portas há décadas e o Design por si, começa a tomar forma nacional e cada vez mais a fugir dos conceitos formais e minimalistas da Bauhaus.
E é a partir de 2000 que o design se populariza, a prática começa a ser aceita com mais naturalidade e o valor da profissão passa a ser mais respeitado e reconhecido. E em contraponto, a expressão é banalizada,... Mas aí já é outro assunto!...
Por: Fernanda Rabaglio
Em: 27/10/2006