
Em tempos de Crise.... O Design e o Marketing
Ano eleitoral, ano de crise e turbulência econômica que afeta todo as áreas e o mundo todo e vem a questão: e o design no meio disso?
A maior potência econômica entra em derradeira crise imobiliária, vê sua economia estilhaçada e nós, de uma forma ou de outra, dependentes deste mastro econômico, assistimos o maior mercado consumista e origem de vários estilos que nos influenciam e são combustíveis para os nossos projetos, estagnar.
Os bancos fecham as portas no hemisfério norte e aqui vemo-los em breve, o dólar inconstante, as bolsas em forte queda e nós, profissionais de design densamente ligados ao consumo, ao marketing, a produção de matéria e de dinheiro, à publicidade e ao glamour, como estamos?
Estamos em ritmo de pressão e cautela. O mercado sofre uma brusca ruptura entre a ousadia assídua que vinha praticando decorrente do crescimento econômico do país e passa para um período de vigilância para com as oscilações provocadas pela crise. Permanecemos em alerta, olhos aberto para o mercado que flutua e não se sabe se, como e quando vai despencar ou recuperar-se.
É tempo de investimento moderado e em projetos com 100% de possibilidades de sucesso e associação de novos mercadores consumidores. Não podemos arriscar a profissão e mais do que nunca é preciso precisão na criação de projetos e campanhas.
E ainda vamos além, e ouso a indagar: e tem lá alguma culpa o design ou o marketing? E a respondo sem sombra de dúvidas que o design não, mas o que vem por trás dele sim.
Direcionando os olhos para o planejamento estratégico de marketing, percebemos falhas nas no planejamento de conseqüências de ações tomadas. É comum esquematizar e criar situações e projetos lucrativos e que possam facilitar a vida do consumidor para que haja maior número de vendas, mas é extremamente necessário lembrar e calcular todas as ações futuras que o sucesso do projeto acarretará e o primordial que o fracasso ou as possíveis alterações dele determinará.
É para isso que serve o PEM, para evitar erros, incertezas, ele foi constituído exatamente para prever catástrofes. Na realidade econômica estadunidense (e sim entendo o leitor que tal palavra pode soar mal aos ouvidos, devido a nossa falta de costume de utilizá-la, mas é isto que eles são, pois americanos, nós também somos!), é claro que o erro não foi unicamente de marketing, mas sim de um mix de má economia, planejamento, marketing e administração, mas é necessário assumir certos pecados.
Daí a dica: profissionais sérios que agregam disciplina, ousadia comedida, atento ao andar do projeto em vigor e atualizado quanto às possibilidades de contorno ao prever qualquer falha, é essencial! Exerça sua profissão com excelência, pois não basta ser bem feito ou ter sucesso momentâneo, é necessário ser perfeito para ser excelente sempre!
Data: Outubro/2008
Por: Fernanda Rabaglio