Só estes loucos sabem
Ainda chocada com a perda de mais um criativo revolucionário, não resisto e cá vai mais um post com meu olhar para Steve Jobs…
Ontem perdemos um mentor, um grande líder, criativo, marketeiro, visionário, gênio e inspirador para os apaixonados por tecnologia, qualidade, inovação e, claro, pela Apple! Para uns, considerado um oportunista e arrogante, para os defensores, um artista do mundo moderno, um idealizador com pés no chão…
Mas o que se pode afirmar com propriedade é que o mundo perdeu Steve Jobs: um criador de sonhos! Sonhos para crianças, adolescentes e adultos, que se encantam e se permitem envolver, interagir com tudo aquilo que a Apple produz. Mas foi além, apara todo este público também criou a sua fantástica fábrica de sonhos animados, que chamou Pixar e hoje integra o sonho Disney, após uma venda por cerca de 7 bilhões de dólares.
Neste meio de sonhos, surpresas, interatividade, tecnologias e portabilidade de tudo o que fluía do gênio pensante Steve Jobs, pergunta-se ao mundo: E agora? Quem irá nos surpreender? O que a Apple é capaz de fazer sem Jobs? Será que seus aprendizes captaram o suficiente da genialidade deu seu fundador para dar continuidade à empresa mais valiosa e inconcebível do mundo? Ou devemos nos preocupar com a saúde da maçã, já mordida pela ausência de Steve no meio dos anos 1990?
Apple, Apple… é… Será que ainda vamos te amar como antes, sendo assim, apenas uma empresa sem seu popstar, o cara que engaja multidões e faz de sua tecnologia mais do que a Apple, mas a Apple de Steve Jobs?
Amando ou odiando Jobs, é preciso admitir sua genialidade, poder de persuasão, seu espetáculo de criatividade e apresentação, sensibilidade ao material irreal e brilho que sua estrela sempre teve e hoje brilha em outro plano, vencido pelo maior concorrente dos seus sonhos: um câncer, o único a vencer o homem que fez sua guerra com identidade, que foi criticado, despedido, recontratado, fez milagre e promoveu o renascer da Fênix do Vale do Silício, a Apple.
Enfim, resta agradecer ao criador destas necessidades não vitais, mas imprescindíveis que este homem fez surgir na sociedade mundial e que me permite hoje escrever este blog e permite a você, caro leitor, ler cada uma destas linhas. Agradecer ao cara que movimentou o mundo da tecnologia, acreditou em suas loucuras, insanidades quando todos disseram que nunca ninguém ia querer ter um computador em casa, um telefone sem tecla e menos um telefone que não liga… Pois sim, hoje não somos nada sem um computador por perto e logo não viveremos sem nossos smartphones (e muitos já não vivem).
E que bom que o destemido Jobs não acreditou em nada disso. Aliás, que bom que os gênios são loucos e acreditam em si e transformam suas traquinagens e sandices em arte pura, funcional ou visual, mas que completam e transformam indústrias e sociedades e permitem aos medíocres o prazer da evolução. Assim, como dito no primeiro post sobre Jobs: Viva aos Gênios como Jobs… Jacksons… Einsteins… E tantos outros! … Um aplauso em silêncio, em respeito ao luto que a tecnologia sente nestes tempos!… E nos bastemos ao respeito a eles, pois a verdadeira valia destes impérios, descobertas e realizações, provavelmente, só estes loucos sabem…

