Geração Y e a comunicação virtual
É clichê falar da velocidade da informação, quando o assunto é a virtualização da mensagem. Contudo, é inevitável perceber que o mundo se virtualizou e a comunicação mudou com a democratização do ciberespaço.
Há 15 anos era comum mandarmos cartas, telefonar para alguém distante e nos reunirmos sempre que uma reunião se fazia necessária. Todo profissional necessariamente precisava ler os jornais. E hoje? Ir à banca de jornal ou abriu a Folha Online? Mandar carta ou email? Chamar no Skype ou no rádio ou fazer uma ligação internacional?
O mundo mudou, nós nos adaptamos às novas tecnologias, absorvemo-las ao nosso dia a dia e demos a elas o papel fundamental em nossa vida social e profissional. É comum ouvir-se dizer “Não pude fazer nada hoje, pois a Internet caiu no escritório” ou “Não te encontrei hoje, cadê seu celular”? É isso, dependemos das tecnologias para trabalhar, nos relacionar, nos informar, distribuir informação, mantermo-nos sociais!
Quando alguém pergunta “quantos amigos você tem?”, é estranho, não pensamos nos amigos íntimos, que confiamos. Nossa mente logo nos leva às redes sociais e dizemos algo como “Já tenho 300 amigos no Orkut e 500 no Facebook.” Estranho isso, não?
Posso dizer que me enquadro em todos estes exemplos… Correios, para mim, envia pacote/encomenda. Jornal só em datas importantes, quando sei que a notícia é histórica. Celular significa estar situada no mundo e sem Internet realmente não faço quase nada.
Sim, sou geração Y, entendo a loucura que é a era da informação tecnológica, a impessoalidade que tudo isso causa e vejo quão antissocial são as redes sociais, que te afastam do convívio social e te individualizam, mesmo em grupo e, enquanto virtualizam uma rede de contato, colaboração, compartilhamento de conteúdo e relações, nos transformam em ilhas, isolados do restante.
Perigoso isso não? Vejo que o essencial é o cuidado! Tudo na vida tem lado positivo e negativo e exige bom senso e isso a tecnologia não revolucionou ainda. Somos virtuais, temos uma vida dupla e não unilateral, não se pode abandonar o mundo real e vejo a necessidade de se aprender mais sobre a utilização do mundo virtual como meio de integração no mundo real.
FeRabaglio
Design Gráfico formada pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, atua como designer web, gráfico e redatora desde de 2005. Apaixonada por interatividade, há 2 anos passou a atuar e pesquisar sobre redes sociais e e-commecers e, desde então, procura complementar seus projetos virtuais com tais ferramentas. Já passou por agências de marketing digital, designer gráfico, e-commerces, além de dedicar um ano a produção de imagem.Categorias
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